Com mais de 70% das empresas brasileiras adaptadas ao novo cenário, ainda há a necessidade de evolução tecnológica e empresarial
Empresas de tecnologia buscam se atualizar em conformidade com a LGPD – Divulgação/Agência L’Acqua
Em 2026, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) completará seis anos em vigor, consolidando-se como um dos principais pilares da transformação digital no Brasil. Desde sua implementação, a legislação tem impulsionado avanços relevantes na governança de dados, na segurança da informação e na relação entre empresas e titulares de dados pessoais. Entre os principais avanços, destaca-se a evolução do comportamento dos consumidores, que estão mais atentos aos termos de consentimento e mais conscientes de seus direitos, como acesso, exclusão e portabilidade de dados.
Esse cenário tem exigido das empresas maior transparência, controle e rastreabilidade no tratamento das informações. De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES), mais de 70% das empresas brasileiras afirmam ter realizado algum tipo de adequação à legislação. Ainda assim, grande parte das organizações tratam a lei como um requisito regulatório pontual, e não como um componente estratégico da arquitetura tecnológica e da gestão de riscos.
Para empresas de tecnologia, a LGPD vai além da conformidade jurídica. Ela demanda infraestrutura robusta, soluções de segurança da informação, políticas de governança de dados e processos automatizados capazes de garantir proteção ao longo de todo o ciclo de vida da informação. “A proteção de dados precisa estar integrada aos sistemas, às plataformas e às decisões estratégicas do negócio, não apenas documentada em políticas”, reforça Armando Silva, CEO da Moovefy, empresa referência em tecnologia e inovação.
Outro desafio é a adequação contínua. A rápida evolução tecnológica, o crescimento do uso de dados, a adoção da inteligência artificial e automação ampliam a complexidade da conformidade com a lei. Nesse contexto, soluções tecnológicas especializadas se tornam essenciais para monitoramento, prevenção de incidentes, gestão de consentimento e resposta a eventuais violações de dados.
Seis anos após sua entrada em vigor, o cenário da LGPD mostra que a proteção de dados no Brasil está em processo de amadurecimento. O fortalecimento da cultura de privacidade, aliado ao investimento em tecnologia, segurança da informação e inovação, será determinante para que empresas avancem de uma postura reativa para um modelo proativo, no qual a proteção de dados seja reconhecida como diferencial competitivo e fator de confiança no ambiente digital.