Empresas deixam de crescer por não identificar gargalos na própria operação

Embora com coleta de informações, 60% dos dados não são usados nas decisões estratégicas

 

Apesar de terem acesso a um volume cada vez maior de informações, muitos gestores ainda não conseguem identificar em que etapa da operação estão os gargalos que comprometem vendas, produtividade e rentabilidade. O cenário é reforçado por um levantamento da consultoria Gartner, segundo o qual cerca de 60% dos dados coletados pelas empresas não são utilizados na tomada de decisões estratégicas. 

Embora a transformação digital tenha ampliado o acesso a informações, ainda é comum que empresas concentrem seus dados em planilhas, sistemas distintos e anotações descentralizadas. Na prática, isso dificulta a construção de uma visão completa da operação e torna a tomada de decisões mais dependente da percepção dos gestores do que de indicadores concretos. No entanto, como consequência, a empresa acompanha os resultados finais, como faturamento e volume de vendas, mas não consegue identificar, com precisão, em que momento perde oportunidades, quais processos consomem mais tempo do que deveriam ou quais etapas do funil comercial apresentam maior índice de desistência.

Esse cenário é observado em empresas de diferentes portes e segmentos, especialmente nos setores tradicionais, como construção civil, agronegócio e indústria. “É comum encontrarmos empresários que acompanham de perto o faturamento e o desempenho das equipes, mas que têm dificuldade para responder perguntas fundamentais para o crescimento do negócio. As decisões acabam sendo tomadas com base na experiência, e não em dados. Na construção civil, por exemplo, o acompanhamento do histórico das negociações permite prever o tempo médio para o fechamento de contratos e identificar em quais etapas há maior perda de oportunidades. No agronegócio, o histórico de relacionamento com clientes e fornecedores contribui para um planejamento comercial mais eficiente. Já na indústria, indicadores centralizados ajudam a acompanhar o desempenho das equipes, reduzir atrasos e identificar gargalos que impactam a produtividade.”, afirma Armando Silva, CEO da Moovefy.

Nesse contexto, ferramentas de gestão de relacionamento com clientes, como o CRM, têm ampliado sua atuação dentro das empresas. Mais do que organizar contatos comerciais, essas plataformas passaram a reunir informações estratégicas sobre clientes, negociações e processos, permitindo que gestores acompanhem indicadores em tempo real e tomem decisões com maior previsibilidade.

Para o especialista, no entanto, o principal diferencial não está apenas na adoção da tecnologia, mas na capacidade de adaptar as soluções à realidade de cada negócio. “Independentemente do segmento, a dor costuma ser a mesma: falta clareza sobre o que realmente acontece na operação. Quando os dados deixam de ficar dispersos e passam a gerar informações úteis, a empresa consegue agir com mais rapidez, reduzir desperdícios e tomar decisões muito mais assertivas”, conclui.

Foto de Marketing Moovefy

Marketing Moovefy

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